quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Encontro das Culturas Quilombolas do Mucuri e 3º Festival da Cultura Quilombola de São Julião


ENCONTRO_CULTURAS_flyer-eletronicoDesde 2012 a Associação Mucury Cultural desenvolve um trabalho junto à Comunidade Quilombola de São Julião com os Encontros de Violeiros de Teófilo Otoni e São Julião, em 2014 com o Primeiro Festival da Cultura Quilombola de São Julião. em 2015 o Encontro Mineiro de Cultura Popular foi um grande aprendizado para esta proposta que ganhou forma no ano passado no Segundo Festival da Cultura Quilombola de São Julião, além de encontros e conversas com outras comunidades quilombolas do Mucuri.

Há uma lacuna para essas comunidades de resistência, não há espaço para que se encontrem, celebrem e debatam acerca de suas identidades neste território. O Encontro, portanto, tem por objetivo a construção deste espaço e deste ambiente de debate e participação e ressignificação das identidades, do empoderamento e da renovação das forças para as lutas, e finalmente, para a articulação de uma rede das comunidades quilombolas do Território do Mucuri em tempos de ataque aos direitos desta população já tão oprimida e detentora de uma força extraordinária revelada nas expressões de sua religiosidade, na cultura alimentar, na música e outras manifestações artístico-culturais.

Outro objetivo deste encontro, financiado pelo Fundo Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, é o de potencializar as festividades já existentes nas comunidades quilombolas, na primeira edição, acontecerá simultaneamente com a terceira edição do Festival da Cultura Quilombola de São Julião.

A programação conta com rodas de conversa sobre o empoderamento das mulheres quilombolas, as identidades, a organização das entidades e as belezas da negritude; apresentação de cantigas de roda tradicionais de São Julião, os “Encontros para Brincar”, oficinas de confecção de Abayomi e estamparia africana, de dança africana, apresentação de Contos Populares da tradição oral Yorubà e de Angola, encontro de grupos de batuque e forró. A programação completa segue abaixo.

Programação

Encontro das Culturas Quilombolas do Mucuri

3º Festival da Cultura Quilombola de São Julião

Dia 15/12

09:00 – Solenização e apresentação do Projeto – Mucury Cultural – Bioconstrução: “Casa do Batuque”.

· Apresentação do Grupo de Capoeira da Comunidade Quilombola de São Julião.

14:00 – Recepção e acomodação dos participantes

14:00“Encontros para Brincar” – com o mestre brincante Roque Antonio Soares Júnior

16:00 – Abertura

· Apresentação de Cantigas de Roda tradicionais com participação das Mulheres e estudantes da Escola Quilombola Clarindo Vaz;

· Apresentação do Grupo de Capoeira da Comunidade Quilombola de São Julião.

17:30 – Roda de conversa: O protagonismo da mulher quilombola – mediação de Dalva Maria Soares, Doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina.

19:30 - Encontro dos Grupos de Batuque.

Dia 16/12

08:30 – Roda de conversa: Pensando a realidade estrategicamente, organização das entidades, grupos e coletivos e outras ferramentas de planejamento e gestão – mediação Rogerio Delamare Ruas, Graduado em Cooperativismo pela Universidade Federal de Viçosa, Especialista em Gestão de Políticas Sociais, em Educação e Gestão.

10:00 – “Encontros para Brincar” –Roque Antônio Soares Junior, mestre brincante.

10:30 – Roda de Conversa: Construindo as identidades quilombolas no Mucuri – mediação de Bruno Dias Bento – Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais, especialista em Gestão Cultural e representante das Culturas Populares, Tradicionais e Folclóricas do Conselho Estadual de Política Cultural de Minas Gerais.

14:00 - Oficinas de Confecção de Abayomi e Estamparia Africana - Eda Costa.

16:00 - Roda de conversa: Todas as Belezas - Negritude e Imagem – mediação do Levante Popular da Juventude.

18:00 – Contos populares da tradição oral Yorubà e de Angola- Folclore Quimbundo, e outros da tradição Afro-Brasileira – com a cantora e atriz Eda Costa.

21:00 – “Forró” - Confraternização e apresentações musicais de membros das comunidades quilombolas e apresentação de artistas locais.

Dia 17/10

09:00 - Oficina Corpo Oralidade dos Encantados – Camilo Gan

13:00 – Encerramento.

Serviço:
Contatos
33 98886-4097 (até o dia 10/12) -  33 98850-3330 – 33 98836-9661
brunobento@mucurycultural.org
facebook/associacaomucurycultural.
Custos
não haverá taxas de inscrição, mas uma contribuição de R$20,00 (vinte reais) por dia, para ajudar no custeio da alimentação.
Alojamento: os participantes terão a opção de camping ou alojamento no centro comunitário, onde acontecerá a programação.
Como chegar

  • linha Maravilha da viação Vale do Mucuri - (o ônibus vai até o centro comunitário da comunidade Quilombola de São Julião – ou São Julião II – nas segundas, quartas e sextas.

saída da Praça Lions Club (Praça da Imigrantes)
horário: 14h:30min (sábados às 13h)
tempo médio: 3 horas
retorno: segundas, quartas e sextas às 06h:30min

  • van do Dica – saída diária

Saída: atrás do supermercado Simões da “Feirinha”
Horário: 13h:30min
Tempo médio: 2 horas
Contato para marcação de passagem: 33-98832-3107

  • obs.: no momento da marcação da passagem, é importante confirmar com o Dica se a van entrará na comunidade. Caso não entrar, é necessário entrar em contato pelo 33 98850-3330 informando para que providenciemos o transporte do trecho final que é de 5 Km aproximadamente.

de carro – BR 418 (Estrada do Boi) sentido Bahia, estrada para Brejão (logo depois de Pedro Versiani) e seguir pela estrada no sentido de Maravilha.
Distância: 80km
Trilha GPS (clique para baixar) - Trilha BR/MG 418 (Estrada do Boi) à Comunidade Quilombola de São Julião II. Esta trilha inicia-se na entrada para a Estrade para o Povoado de Brejão, logo após a passagem pelo distrito de Pedro Versiani (sentido TO - Sul da Bahia).
Mapa OpenStreetMap (clique para acessar).

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Segundo Festival da Cultura Quilombola de São Julião

A Comunidade Quilombola de São Julião tem importante papel para as culturas populares do Vale do Mucuri, sobremaneira para Teófilo Otoni. Desde 2011, Pereira da Viola recebia violeiros, artistas e agentes culturais para celebrar a identidade quilombola e as culturas populares da comunidade, em 2014 esta festa ganhou o nome de Festival da Cultura Quilombola de São Julião. As folias, batuques e as formas de viver suas identidades são os traços de lá.
Em sua segunda edição, o festival tem por objetivo celebrar a identidade quilombola e as culturas populares na comunidade de São Julião. A programação (abaixo) conta com rodas de conversa, oficinas, folias, shows e encontro de violeiros.
O Festival da Cultura Quilombola é patrocinado pelo Governo de Minas Gerais por meio da Secretaria de Estado de Cultura e realizado em parceria entre a Associação Histórico Cultural Mucury, Associação Quilombola Vaz Pereira, Lapa Ação Cultural e Licuri.
Para participar da programação completa é necessário entrar em contato com a produção até o dia 28 de outubro. As vagas para alojamento são limitadas.
Serviço:
Contatos
33 98886-4097 (até o dia 29/10) -  33 98850-3330
brunobento@mucurycultural.org
facebook/associacaomucurycultural.
Custos
não haverá taxas de inscrição, mas uma contribuição de R$15,00 (quinze reais) por dia, para ajudar no custeio da alimentação.
Alojamento: os participantes terão a opção de camping ou alojamento no centro comunitário, onde acontecerá a programação.
Como chegar
  • linha Maravilha da viação Vale do Mucuri - (o ônibus vai até o centro comunitário da comunidade Quilombola de São Julião – ou São Julião II – nas segundas, quartas e sextas.
saída da Praça Lions Club (Praça da Imigrantes)
horário: 14h:30min (sábados às 13h)
tempo médio: 3 horas
retorno: segundas, quartas e sextas às 06h:30min


  • van do Dica – saída diária
Saída: atrás do supermercado Simões da “Feirinha”
Horário: 13h:30min
Tempo médio: 2 horas
Contato para marcação de passagem: 33-98832-3107

  • obs.: no momento da marcação da passagem, é importante confirmar com o Dica se a van entrará na comunidade. Caso não entrar, é necessário entrar em contato pelo 33 98850-3330 informando para que providenciemos o transporte do trecho final que é de 5 Km aproximadamente.

de carro – BR 418 (Estrada do Boi) sentido Bahia, estrada para Brejão (logo depois de Pedro Versiani) e seguir pela estrada no sentido de Maravilha.
Distância: 80km
Trilha GPS (clique para baixar) - Trilha BR/MG 418 (Estrada do Boi) à Comunidade Quilombola de São Julião II. Esta trilha inicia-se na entrada para a Estrade para o Povoado de Brejão, logo após a passagem pelo distrito de Pedro Versiani (sentido TO - Sul da Bahia).
Mapa OpenStreetMap (clique para acessar).















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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

2º Mucuriarte, em Poté

SAVE-THE-DATE_mucuriarteEste ano teremos o 2º Mucuriarte – Festival de Cultura do Vale do Mucuri, e será em Poté
O Festival é o resultado de um esforço coletivo de agentes, produtores, entidades culturais e artistas da região materializado na fundação do Instituo Válido Mucuri no ano de 2013, nesta edição, conta com a parceria da Associação Mucury Cultural, que juntos têm por missão atuar na valorização das culturas e identidades do Vale do Mucuri. Contamos ainda com a parceria da Prefeitura Municipal de Poté, Lapa Ação Cultural e patrocínio do Governo de Minas Gerais por meio da Secretaria de Estado de Cultura e do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas-IDENE.
O 2º Mucuriarte é a continuidade da parceira e articulação com os diversos segmentos e agentes culturais da região e do estado, dando visibilidade à cultura regional do Vale do Mucuri, possibilitando fruição cultural à população por meio de uma programação democrática e diversa com apresentações musicais e teatrais, feira de artesanato, festival da canção, noite literária, oficinas, debates e encontro de grupos de cultura popular.
Nesta edição será retomado o Fórum Regional de Cultura do Vale do Mucuri um importante espaço de debate e reflexão sobre a dinâmica cultural da região, seus potenciais, limites e demandas, que teve como resultado de sua primeira edição a criação Festival Mucuriarte. Na segunda edição, o fórum contará com rodas de conversa e grupos de trabalho que apresentarão e debaterão propostas para o desenvolvimento setorial da cultura na região.
O município de Poté se originou a partir do território indígena às margens do rio homônimo em 1837, emancipando-se de Teófilo Otoni em 1938. O vale do Mucuri, em sua conformação atual, tem origem na ocupação não índia iniciada com o objetivo de ligar Minas ao mar, por meio das Cias de Comércio e Navegação do Mucuri e de Estrada de Ferro Bahia e Minas. Aos Borun e Maxakali, juntaram-se negros, imigrantes provenientes do Vale do Jequitinhonha e da região Nordeste do Brasil, europeus, asiáticos e de outras regiões, contribuindo para a construção desta região marcada pela diversidade cultural manifesta na música, culinária, artesanato, religiosidade e cultura populares através das Folias, Batuques e Contradanças.
  • Estão abertas as inscrições para as oficinas do 2º Mucuriarte, até esta segunda-feira, 14/12! Para os detalhes e inscrições, clique neste link: https://goo.gl/eDY7kZ. As Inscrições para as Oficinas se encerram no dia 10 de dezembro, ou quando acabarem as vagas.

 

A programação:

Obs.: Café da Manhã, Almoço e Jantar serão oferecidos somente aos inscritos nas oficinas não residentes em Poté
Dia 15 – Terça-Feira:
  • 07:00 – Café da Manhã
  • 08:00 – Abertura e funcionamento da Secretaria do Mucuriarte/Credenciamento
    • A secretaria do Mucuriarte funcionará no prédio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, na Praça Frei Gaspar, nº 358.
  • 12:00 – Almoço
  • 14:00 – Início das Oficinas
  • 18:00 – Grupo de Teatro Jovens Cênicos – “Escuta aqui seu Ladrão” – Teatro Municipal – Público 14 anos
  • 20:00 – Jantar
  • 21:00 – Barraca Mucuriarte
  • 21:00 – Encontro de Violeiros e Sanfoneiros de Poté
Dia 16 – Quarta-Feira:
  • 07:00 – Café da Manhã
  • 08:00 – Oficinas
  • 12:00 – Almoço
  • 14:00 –  Abertura da Feira de Artesanato
  • 17:00 – Grupo de Teatro Expressão Poteni – “O Casamento do Palhaço” – Teatro Municipal – Público Infanto-Juvenil
  • 19:00 – Jantar
  • 20:00 – Noite Literária
  • 22:00 – Vinícius Medina
  • 23:00 – Maurício Tizumba e o Tambor Mineiro
  • 24:00 – Barraca Mucuriarte
Dia 17 – Quinta-Feira:
  • 07:00 – Café da Manhã
  • 08:00 – Oficinas
  • 12:00 – Almoço
  • 14:00 – Abertura do 2º Fórum Regional de Cultura
    • Roda de Conversa: O Instituto Válido Mucuri
  • 17:00 – Grupo Teatral Dramédia - Escola de Machos – Teatro Municipal – Público 16 anos
  • 18:00 - Insólito Cia de Teatro – Alígero – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Poté – Público 14 anos
  • 19:00 – Jantar
  • 20:00 – Primeira Eliminatória do Festival de Música
  • 21:30 – Sérgio Moreira
  • 22:30 – Bilora
  • 24:00 – Barraca Mucuriarte
Dia 18 – Sexta-Feira:
  • 07:00 – Café da Manhã
  • 08:00 – Oficinas
  • 12:00 – Almoço
  • 15:00 –2º Fórum Regional de Cultura
    • Tema: A Cultura no Mucuri – uma reflexão sobre o setor cultural na região
  • 17:00 – Ícaros do Vale Cia de Teatro - “A Filha que bateu na mãe, Sexta-Feira da Paixão e virou cachorra” – Academia de Saúde, próximo ao Estádio Municipal –  Público Livre
  • 18:00 – Grupo In-Cena de Teatro – “Uma História sem Pé nem Cabeça” – Teatro Municipal – Público Infantil
  • 19:00 – Jantar
  • 20:00 – Segunda Eliminatória do Festival de Música
  • 21:30 – Lima Júnior
  • 22:30 – Pereira da Viola
  • 24:00 – Barraca Mucuriarte
Dia 19 – Sábado:
  • 07:00 – Café da Manhã
  • 09:00 – Assembleia Geral do Instituto Válido Mucuri
  • 11:00 – Mostra de Oficinas
  • 12:00 – Almoço
  • 14:00 – Cortejo de Grupos de Cultura Popular
  • 17:00 – Grupo Teatro Arte Vida – “PARATIBUM” – Academia de Saúde, próximo ao Estádio Municipal –  Público Infantil
  • 18:00 - Grupo de Teatro Formosa Arte – “Grito do Maxakali” – Anfiteatro – Academia de Saúde, próximo ao Estádio Municipal – Público Livre
  • 19:00 – Jantar
  • 20:00 – Final do Festival de Música
  • 21:30 – Zé da Guiomar
  • 23:00 – Tau Brasil
  • 24:00 – Barraca Mucuriarte
Serviço
  • Evento: 2º Mucuriarte
  • Agenda: de 15 a 19 de dezembro de 2015, em Poté, Vale do Mucuri/MG
  • Acesso: gratuito, sem restrições de faixa etária
  • Informações para o público: (33) 3525-1328, (33) 98886-4097, facebook.com/associacaomucurycultural, facebook.com/validomucuri
  • Realização: Instituto Válido Mucuri, Associação Mucury Cultural, Lapa Ação Cultural
    e Prefeitura de Poté
  • Patrocínio: Governo de Minas por meio da Secretaria de Estado de Cultura e do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas-IDENE
  • Informações para imprensa: (33) 98886-4097, contato@mucurycultural.org 
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domingo, 20 de setembro de 2015

As Culturas Populares em Debate no Vale do Mucuri

 

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Celebrar as tradições ancestrais dos povos do Vale do Mucuri é o objetivo da primeira edição do “Encontro Mineiro de Cultura Popular”, um evento inédito que pretende valorizar, difundir e articular ações de preservação da rica memória das comunidades tradicionais de toda a região. De 25 a 27 de setembro, Teófilo Otoni receberá feira de artesanato, shows, debates e um grande cortejo com os principais grupos de cultura popular do leste e do nordeste de Minas Gerais.

As culturas populares são as formas pelas quais as comunidades se relacionam com seu ambiente, e suas expressões se dão por meio de inúmeras manifestações, como a música, o artesanato, a religiosidade, a cultura alimentar e a forma como se vestem, seus sotaques e casos. As culturas populares são como as comunidades espontaneamente digerem a realidade, criando sua própria visão de mundo.

Entretanto, essas culturas ainda são quase invisíveis, seja pela ausência de políticas públicas que deem conta de suas identidades e complexidades, seja pelo desprezo dos grandes meios de comunicação. Mesmo assim, são as culturas populares que inundam o mundo com seus repertórios, cores e sabores.

O Encontro Mineiro de Cultura Popular, cumprindo os objetivos do Plano Setorial das Cultura Populares, pretende debater e celebrar a diversidade cultural de que é composto o Vale do Mucuri.

O ambiente atual é bastante propício para o debate sobre as identidades que formam o Mucuri, a contribuição da diversidade das comunidades e povos que constroem essa região. A participação das comunidades tradicionais, principalmente as quilombolas e indígenas são importantes para o sucesso deste encontro e dos seus desdobramentos, maior intercâmbio entre as comunidades, maior visibilidade e a inclusão da pauta das culturas populares na agenda política local e regional, fundamentais para o reconhecimento, fortalecimento e promoção das identidades.

O Encontro foi viabilizado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, será realizado pela Associação Mucury Cultural, Lapa Ação Cultural, Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com o patrocínio da Petrobras e apoio do IDENE, Cimos-Mucuri/MPMG e UFVJM.

 

Programação

O Encontro acontecerá entre os dias 25 e 27 de setembro de 2015 e trará debates, cortejo de grupos da cultura popular (ternos de folia, grupos de batuques e bois), feira de artesanato e shows – tudo isso com entrada franca.  

A programação tem início com a abertura da feira de artesanato com destaque para a produção da cerâmica, artesanato em tecido e a arte indígena. Artesãos de cidades dos vales do Mucuri, Jequitinhonha e Rio Doce irão expor seus trabalhos na Praça Germânica, no centro de Teófilo Otoni. No mesmo espaço, as duas primeiras noites serão dedicadas a shows com grandes nomes da música do Mucuri como Pereria da Viola e Bilora, além dos cantores e compositores Abraão Xingú e Mestre Dema.

No sábado, dia 26, manhã e tarde serão dedicados aos debates no Campus Mucuri da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. As Culturas Populares e Tradicionais serão discutidas nas mesas “Identidades no Vale do Mucuri” e “Rumos e Resistências”, com a presença de representantes das comunidades quilombolas e povos indígenas, pesquisadores, agentes culturais e representantes do Ministério da Cultura, Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni.

Dia 27, domingo, o evento segue com um cortejo na Praça Tiradentes durante a manhã. Ao todo serão cerca de 10 grupos de cultura popular, entre eles Batuque Pai João Preto (São Julião/Teófilo Otoni), Grupo de Batuques do Córrego do Norte (Santa Helena de Minas), Terno de Reis de Fronteira dos Vales, Folia de Reis Maria do Bode (Almenara), Grupo Folclórico os Coquis (Rubim), Os meninos e o Boi (Rubim) e Grupo de Batuque dos Quilombolas de Ouro Verde Minas (Ouro Verde de Minas), representando diversas cidades da região e também algumas do Vale do Jequitinhonha – cuja influência nas tradições de origem negra foram fundamentais para a identidade das comunidades do Mucuri.

 

Serviço

- Evento: Encontro Mineiro de Cultura Popular
- Agenda: de 25 a 27 de setembro de 2015, em Teófilo Otoni, Vale do Mucuri/MG
- Acesso: gratuito, sem restrições de faixa etária
- Informações para o público: (33) 3529-3061 e culturapopular.mucurycultural.org

- Realização: Associação Mucury Cultural, Lapa Ação Cultural
e Prefeitura de Teófilo Otoni
- Patrocínio: Petrobras e Governo de Minas
- Apoio: Cimos-Mucuri/MPMG e UFVJM
- Incentivo: Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais

- Informações para a imprensa: (33) 8886-4097 e imprensa@lapacultural.com.br

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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Mudou a data do 12º MUMIA em Teófilo Otoni

Pessoal, em função da reforma na Casa da Cultura, teremos de adiar em uma semana o início da Itinerância do 12º MUMIA.

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Então, o início que seria neste sábado, dia 09 de maio, ficará para o próximo dia 16 de maio.
A programação completa e atualizada está abaixo:

programação

SERVIÇO

Evento: Itinerância do 12º MUMIA em Teófilo Otoni

Data: 16 de maio a 07 de junho de 2015

Locais: Casa de Cultura [Rua Jair Werneck, n° 330 - Bairro Cidade Alta (Alto da COPASA) - Teófilo Otoni(MG)];

Calçadão Cultural (Calçadão Miguel Martiniano, atrás da Agência dos Correios da Praça Tiradentes);

Feira Coberta do Bairro Bela Vista (Estrada do Boi).

Informações: (33) 3529-3061 | cultura@teofilootoni.mg.gov.br | contato@mucurycultural.org

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Fórum de Políticas Culturais em Fronteira dos Vales

Por Bruno Bento

Nesta última terça-feira, a Prefeitura Municipal de Fronteira dos Vales por meio da Secretaria Municipal de Cultura, realizou no Espaço Cultural Poeta Gonzaga Medeiros, o Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais, um encontro que reuniu gestores, produtores, agentes, secretarias de cultura e entidades de 12 cidades dos vales do Mucuri e Jequitinhonha.

Foram convidados a assessora da Representação do Ministério da Cultura em Minas Gerais, Cláudia Houara e os consultores Aderbal de Andrade e Alysson Amaral. Cláudia apresentou as ações do Ministério da Cultura e da Representação em Minas Gerais e as possibilidades para as regiões no que se refere às políticas para a cultura, projetos, programas e ações. Amaral apresentou o Sistema Nacional de Cultura-SNC e o desafio para a implantação dos Sistemas Municipais de Cultura e respectiva adesão dos municípios ao SNC. Já Andrade tratou dos Planos Municipais de Cultura, instrumento obrigatório aos sistemas e que planejam e norteiam as políticas culturais nos municípios em consonância com estados e governo federal.

Foram discutidas várias demandas, necessidades e sugestões durante o encontro, condensadas no documento final, a “Carta de Fronteira dos Vales”, a ser encaminhado à Secretaria do Estado de Cultura e ao Ministério da Cultura.

A perspectiva é de continuidade e ampliação dos encontros, debates e discussões com cada vez mais munícipios envolvidos e a construção de uma rede de colaboração entre sociedade civil, prefeituras e agentes culturais da região para o desenvolvimento regional e da economia da cultura/criativa dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha.

Foi uma excelente iniciativa da Secretaria de Cultura de Fronteira dos Vales para a integração do setor cultural desta região que bem sabemos tem na Economia da Cultura/Criativa seu grande potencial de desenvolvimento.

Segue o documento final na íntegra:

Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais

Carta de Fronteira dos Vales

O Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais realizado no Espaço Cultural Poeta Gonzaga Medeiros na cidade de Fronteira dos Vales, no dia 28 de abril de 2015, inciativa da Prefeitura Municipal por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com a participação de representantes da sociedade civil e do poder público dos seguintes municípios: Fronteira dos Vales, Crisólita, Felizburgo, Maxacalis, Teófilo Otoni, Águas Formosas, Almenara, Ponto dos Volantes, Carlos Chagas, Jequitinhonha, Poté e Joaíma.

Os participantes discutiram a necessidade de integração e visibilidade das Culturas e da Gestão Cultural nos municípios dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, sobremaneira aqueles necessitam de maior atenção na construção e consolidação de políticas públicas de cultura que primem pela democracia, inclusão, acesso, participação, preservação e promoção de memória.

No encontro foram apresentados e discutidos o Sistema Nacional de Cultura e os procedimentos para a adesão por parte dos municípios e a respectiva construção dos sistemas municipais de cultura, com seus mecanismos de gestão, financiamento, participação e controle social.

Os municípios presentes elegeram as seguintes demandas:

· a adequação de mecanismos e do instrumental técnico-burocrático para facilitar inclusão e adesão dos municípios às políticas públicas de cultura propostas pelo Estado e Governo Federal;

· a capacitação em gestão cultural para a execução de tais políticas;

· e articulação das Universidades Federais e Estaduais e do IFNMG para incentivar o protagonismo do planejamento, execução e monitoramento de políticas públicas de cultura por parte dos municípios.

Os objetivos deste encontro e da articulação entre os municípios são desencadear, ampliar e integrar ações, programas e projetos de fomento e financiamento à cultura nos municípios da região buscando a melhoria da autoestima, da promoção da equidade, do desenvolvimento humano e geração de trabalho e renda.

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sexta-feira, 17 de abril de 2015

12º MUMIA em Teófilo Otoni

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Tardou, mas não falhou. O MUMIA está de volta a Teófilo Otoni.

A Mostra Udigrudi Mundial de Animação MUMIA, idealizada e realizada por Sávio Leite, tem a missão de difundir o cinema de animação nacional e internacionalmente e desde 2012 tem Teófilo Otoni como extensão de sua programação.

“A Mostra Udigrudi Mundial de Animação – Mumia está completando 12 anos de existência cada vez mais procurando trazer uma programação repleta de novidades no mercado cinema da animação do Brasil e do mundo”.

Serão 21 mostras apresentadas entre os dias 9 e 31 de maio, para o público infantil, juvenil e adulto, a programação está abaixo e as sinopses dos filmes podem ser vistas no Catálogo disponível aqui. Este ano contará com exibições na Casa da Cultura de Teófilo Otoni, na Feira Coberta do Bairro Bela Vista e no Calçadão Cultural (atrás dos Correios da Praça Tiradentes).

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SERVIÇO

Evento: Itinerância do 12º MUMIA em Teófilo Otoni

Data: 09 a 31 de maio de 2015

Locais: Casa de Cultura [Rua Jair Werneck, n° 330 - Bairro Cidade Alta (Alto da COPASA) - Teófilo Otoni(MG)];

Calçadão Cultural (Calçadão Miguel Martiniano, atrás da Agência dos Correios da Praça Tiradentes);

Feira Coberta do Bairro Bela Vista (Estrada do Boi).

Informações: (33) 3529-3061 | cultura@teofilootoni.mg.gov.br | contato@mucurycultural.org

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sexta-feira, 20 de março de 2015

Encontro com o Secretário de Cultura de Minas Gerais e o Fórum Permanente de Cultura MG

Por Bruno Bento

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Na próxima segunda-feira, 23 de março, haverá um importante encontro para o setor cultural de Minas Gerais, será um encontro do Fórum Permanente de Cultura MG com o Secretário Estadual de Cultura, Ângelo Oswaldo e o Secretário Adjunto de Cultura, Bernardo Mata Machado.

Nesta oportunidade, será realizado um amplo debate e apresentada uma carta do Fórum, do qual faço parte representando o Vale do Mucuri e a Associação Mucury Cultural, que apresenta as diretrizes, as ideias principais das pautas, demandas e reivindicações do setor para seu desenvolvimento.

Fazem parte deste Fórum, dezenas de agentes, produtores, artistas e outros representantes do setor, debatendo e construindo uma pauta unificada para a política cultural que desejamos, democrática, regionalizada e inclusiva, entendendo a cultura como um setor que contribui para a sociedade em seu desenvolvimento econômico e humano, imprescindível para a melhoria da qualidade de vida e para o mundo que desejamos.

Este discurso já fez-se parte na própria estrutura da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, e vimos trabalhando bastante para que chegue à prática, às comunidades, grupos, artistas e cidadãos.

Sobre o Fórum:

O Fórum Permanente de Cultura/MG nasce da articulação de diferentes setores culturais durante o processo eleitoral de 2014. Reunindo-se desde agosto de 2014, o grupo recebeu mais de uma centena de agentes culturais de várias cidades do estado e apresentou um documento ao governador eleito, Fernando Pimentel, elencando um conjunto de políticas e prioridades para o setor em nosso estado. Diante do acúmulo de conteúdo e principalmente da mobilização de importantes forças de nossa produção cultural decidimos construir um novo espaço de articulação política descentralizada, abrindo e ampliando ainda mais a participação, a partir de encontros quinzenais abertos, e reconhecendo qualquer movimento de organização neste sentido.

Saiba mais sobre o Fórum, clicando aqui.

CARTA CONVITE PARA O SECRETÁRIO DE ESTADO DE CULTURA DE MINAS GERAIS PARTICIPAR DO FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA/MG

Belo Horizonte, 18 de março de 2015.

Excelentíssimo Senhor Ângelo Oswaldo

Secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais

Vivemos uma intensa crise de representatividade na política mundial. Mais do que nunca, inventar novos espaços de diálogo e construção coletiva é um exercício imprescindível para o amadurecimento e a garantia da democracia. A cultura, com sua dimensão cidadã, tem um papel central como espaço de invenção e renovação dos valores de participação social.

Nesse contexto, o Fórum Permanente de Cultura/MG (FPC/MG), criado no início de 2015, a partir do acúmulo de encontros realizados durante o período eleitoral de 2014, busca ser um desses novos espaços de articulação do setor. Sem caráter representativo e respeitando as diversas organizações e movimentos culturais existentes, o FPC/MG pretende construir pontes e abrir canais de diálogo com o poder público e com outros movimentos, ao mesmo tempo em que é um espaço para reflexão de novas formulações políticas e formas de incidência. Com efeito, o momento é muito complexo para a cultura mineira, reforçando a necessidade de um amplo debate do Estado com os movimentos e agentes culturais, a fim de apontar alternativas para o setor.

Sendo assim, o FPC/MG gostaria de convidar o novo Secretário Estadual de Cultura, Ângelo Osvaldo, e o Secretário Adjunto, Bernardo da Mata Machado, para iniciar uma série de Encontros com gestores públicos municipais, estaduais e federais de cultura. Dezenas de questões importantes sobre a gestão estadual no setor foram abordadas em nossas reuniões nos últimos meses, e alguns pontos são emergenciais e precisam urgentemente de respostas.

Temos quatro eixos principais que precisam ser debatidos nesse primeiro momento e que precisamos entender com mais clareza como a Secretaria Estadual de Cultura pretende abordá-los para construirmos um diálogo assertivo sobre:

1) Política Cultural: Qual o posicionamento da SEC/MG para enfrentar os desafios de consolidar o Sistema Estadual de Cultura? Fomos o último Estado brasileiro a entrar para o Sistema Nacional de Cultura e temos grandes problemas para que isso realmente se efetive. O Plano Estadual de Cultura ainda aguarda aprovação e o Conselho Estadual de Cultura também opera com dificuldades. Além disso, temos os programas permanentes e projetos, como o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, que passam por transformações às quais precisam ser debatidas e as respostas apresentadas para a sociedade.

2) Fomento: É gravíssima a situação do fomento à cultura em Minas Gerais. A previsão orçamentária para o Fundo Estadual de Cultura é pífia (R$ 470.000,00) e a Lei Estadual de Incentivo, que passou recentemente por distorções com a mudança nas alíquotas de contrapartida, tem possibilidade de encerramento da captação para as próximas semanas, o que pode paralisar completamente a produção cultural no Estado. Além disso, sabemos que, historicamente, as estatais mineiras tiveram seu recurso de investimento à cultura utilizado de forma obscura e, por isso mesmo, entendemos ser fundamental a criação de uma nova política de patrocínio para as estatais, com transparência e editais públicos. Como a SEC/MG pretende reagir a essas questões para melhorar a política de fomento?

3) Regionalização: A construção efetiva de uma política pública que atenda todo o Estado e reconheça a potencialidade de nossa diversidade cultural é fundamental. Quais os planos da SEC/MG nesse sentido? Como o interior vai participar efetivamente da elaboração e implementação das políticas culturais e como a nova gestão pretende contemplar as regiões do Estado, respeitando suas necessidades e características culturais?

4) Participação Social: Para além do CONSEC/MG, quais os canais de diálogo que a SEC/MG pretende construir? Como ela espera garantir a participação dos diversos movimentos e agentes culturais, no desenvolvimento das políticas públicas em Minas Gerais? Como as novas tecnologias sociais e digitais serão utilizadas para potencializar uma comunicação eficaz da SEC/MG com a sociedade e os agentes culturais?

Sabemos que existem muitas outras questões importantes, como a constituição da Empresa Mineira de Comunicação, a relação com as OSCIPS, a gestão dos aparelhos culturais do Estado, entre outras, que pretendemos abordar nos próximos encontros, com os demais gestores públicos do setor. Esperamos que este seja o primeiro de uma série de diálogos públicos e que a participação da sociedade civil seja premissa fundamental nesse novo contexto político-cultural em Minas.

A Cultura e seus diversos movimentos são força motriz para um processo de transformação e reencantamento da política e, por isso, ela deve ser entendida como peça central no processo de desenvolvimento humano e social no Brasil.

Assim, convidamos todxs para nosso encontro na próxima segunda-feira, 23 de março, às 19 horas, no Museu Inimá de Paula, à rua da Bahia, 1.201, Centro, em Belo Horizonte.

Cordialmente,

Fórum Permanente de Cultura/MG

Veja quem assina a carta clicando aqui.

SERVIÇO

Evento: encontro do Fórum Permanente de Cultura MG com o Secretário Estadual de Cultura, Ângelo Oswaldo e o Secretário Adjunto de Cultura, Bernardo Mata Machado

Data: 23 de março de 2015

Hora: 19h

Local: Museu Inimá de Paula

Endereço: Rua da Bahia, 1201, Centro – Belo Horizonte-MG

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

CULTURA, da sobrevivência à existência: uma transição

Entre os dias 5 e 7 de fevereiro estive reunido com diversos gestores, pesquisadores, produtores, artistas e outros trabalhadores do setor cultural, no III Seminário de Economia da Cultura em Uberlândia, discutindo um tema instigante: CULTURA, da sobrevivência à existência.

Em primeiro lugar, agradeço a honra de ter sido convidado pelo idealizador do seminário, Rubem dos Reis, gestor cultural e colega de Conselho Estadual de Política Cultural-CONSEC, e de dividir a mesa com Israel do Vale, jornalista e presidente da Rede Minas, Luciano Alves, secretário municipal de cultura de Rondonópolis-MT, com mediação foi de Aníbal Macedo, vice-presidente do CONSEC. Além da alegria e do prazer de conviver com os demais convidados, equipe de produção, o Grupontapé de Teatro, da Balaio do Cerrado e todos os envolvidos no evento.

Escrevo para relatar um naco, que foi minha participação, num evento de grande relevância para nosso setor, com um tema ainda mais relevante, então sigamos.

O Rubem, como disse, me convidou para falar sobre “Ideias que deram certo” e logo fiquei com o bicho-carpinteiro remoendo minha cabeça. Quando recebi a primeira versão do material de divulgação, com as apresentações de cada um dos convidados, chamou-me a atenção que me apresentaram como editor de uma revista cultural, pronto. Logo descobri sobre o que dizer.

A primeira coisa que pensei e fiz foi mostrar onde fica este danado do Vale do Mucuri, mostrar um pouco de nosso trabalho por aqui, como andam as coisas no setor e lá foi a história da Revista Mucury. Em resumo, um projeto que dá certo sem grana, infelizmente. Por isso só sai uma linda edição por ano com a parceria do Estúdio COMBO – Viviane Silva e Adélia Braga – e da Clarice Palles, nossa editora, de todos os antigos colaboradores e evidentemente todos os 55 autores de diversos estados e países e línguas. Afinal, é o que faz a Revista Mucury ser mais sortida que a feirinha do Veneta.

O Luciano Alves detalhou sua labuta na construção de uma política pública de cultura, a partir da criação e implantação do Sistema Municipal de Cultura de Rondonópolis, apesar das adversidades todas, que de modo algum são poucas. E o Israel do Vale pautou sua fala na premência de pensarmos a cultura de forma sistêmica, setorial, lembrando a experiência da Fábrica do Futuro em Cataguases e mesmo da iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior-MDIC e Ministério da Cultura-MINC com o lançamento de edital conjunto para a elaboração de Planos de Desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais-APLs de Economia Criativa – em MG, foram contemplados o Polo Audiovisual sediado em Cataguases e o APL de Gemas e Artefatos de Pedra de Teófilo Otoni.

Relatadas as experiências, de perto e de longe, caímos na armadilha da transição proposta no tema: como atravessarmos o vale de lágrimas da mera sobrevivência como setor e partirmos para a existência? O que é nosso sucesso? O que é dar certo? A que custo e quais os resultados que alcançamos?

Aí o Aníbal me fuzilou: “Bruno, você vive de quê?”. Foi mais ou menos isso. A resposta é que não vivo de cultura. E esta não é só minha, e ainda pode ser ampliada, quem vive dignamente de cultura? Há muito menos que se deveria. Ou ainda mais, como um setor que se pretende tão importante na composição socioeconômica de uma comunidade pretende sustentar-se? Esta é a armadilha e a pergunta que nos faz engolidos por esfinges diversas.

No dia anterior, a partir das palestras do Antônio Eleilson, coordenador de cultura da ONG Ação Educativa de São Paulo e do Henrique Portugal, do Skank, a pauta estava proposta: Como transitarmos da mera sobrevivência de nossas ações, projetos, para a existência?

No último dia, 7 de fevereiro, com a participação do superintendente de fomento e financiamento, Felipe Amado, do secretário do estado de Cultura, Ângelo Oswaldo e do Israel do Vale, como presidente da Rede Minas, discutimos amplamente sobre onde pretendemos chegar e começamos a proceder conforme o conselho do professor José Lasmar, da Fundação João Pinheiro que no primeiro dia nos fez refletir sobre a urgência de transformar nossas necessidades em demandas, para que sejam reconhecidas e adotadas na agenda política para o desenvolvimento. Este é um dos caminhos.

Nos últimos tempos, inclusive por este site/blog, venho discutindo questões relacionadas ao fomento e financiamento à cultura, ao desenvolvimento da política cultural, em especial em nossa região. É necessário aprofundarmos e irradiarmos o debate, é preciso que pensemos a cultura e seus arranjos locais, seja em encontros, seminários ou fóruns, além de buscarmos alternativas. Mas não é possível que nos posicionemos como setor econômico sem um grande debate acerca da necessidade de políticas de desenvolvimento para o setor.

Foi nesse sentido que elaboramos um documento final do III Seminário de Economia da Cultura, intitulado “EXISTIR E VIVER, Carta de Uberlândia”, no qual convidamos a sociedade e o setor cultural a se mobilizarem para que possamos concluir esta transição da sobrevivência à existência e cumprir nosso papel no desenvolvimento econômico, social e humano.

Ps.: Ah, e todo mundo aprendeu onde é o Vale do Mucuri, e deve ter sido a região mais citada, inclusive pelo Secretário de Cultura de Minas Gerais.

Segue a íntegra do documento:

EXISTIR E VIVER

- Carta de Uberlândia -

O III Seminário de Economia da Cultura realizado em Uberlândia entre os dias 5 e 7 de fevereiro discutiu e reafirmou a Cultura como fator primordial para o desenvolvimento humano e econômico da sociedade e das cidades. O melhor ambiente para realizar ações inclusivas, de resgate e ampliação da cidadania. Esta perspectiva já norteou a construção do Plano Estadual de Cultura elaborado pelo Conselho Estadual de Política Cultural em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, a partir de amplo diálogo com a sociedade.

O tema do Seminário propõe uma transição, “Cultura, da Sobrevivência à Existência”, e nas discussões ecoaram a necessidade de entendimento das realidades e das culturas regionais, suas demandas locais e a forma como o Estado interage com o cidadão. Considerando seu aspecto econômico, essa transição se fará na medida em que haja o entendimento acerca da cultura como um setor econômico e que se invista na economia da cultura e seus arranjos locais. Dada sua dinâmica e potencial de transversalidade e inserção - social e administrativa, as atividades artística e cultural transcendem a mera formalidade do entretenimento e de maneira contundente e organizada se apresentam como uma ferramenta para que o Poder Público estruture práticas de gestão inclusivas e que atendam satisfatoriamente a população - especialmente aquela em vulnerabilidade social, ampliando o sentimento de pertencimento e a percepção de cidadania.

As atividades culturais e artísticas podem, e devem, ser protagonistas nas conquistas e avanços sociais, uma vez que estão presentes na sociedade de maneira lúdica, contundente e transversal, utilizando as linguagens próprias de todos os extratos e segmentos sociais potencializando sobremaneira investimentos em áreas como saúde, educação e segurança pública.

E é nesse momento de sobressaltos econômicos e sociais, que conclamamos a sociedade a nos apoiar nessa jornada que tem como objetivo central valorizar nossas identidades, ao mesmo tempo em que busca nos inserir mais fortemente nas lutas pela melhoria do desenvolvimento humano, social e econômico de Minas Gerais.

 

* Clique aqui para acessar fotos e mais informações sobre o III Seminário de Economia da Cultura.

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Teófilo Otoni elege seu Conselho Municipal de Política Cultural

No último sábado, 13 de dezembro, foi realizada a 3ª Conferência Municipal de Cultura de Teófilo Otoni-CMPCTO, convocada com o objetivo de eleger as entidades para a composição do Conselho Municipal de Política Cultural, de acordo com a Lei 6.510, de 12 de dezembro de 2012.

Compareceram e se candidataram 9 entidades que representam grande parte das manifestações e dinâmica culturais do município. Foram definidas 5 cadeiras para o a sociedade civil organizada. As entidades terão até a próxima terça-feira, 17, para comunicar quais serão seus representantes no CMPCTO.

Após as definições dos segmentos, seguiu-se a candidatura e eleição das entidades, a saber:

Segmento Artesanato, Artes Plásticas, Artes Visuais, Cultura Popular

Associação Quilombola Vaz Pereira (titular)

Associação dos Artesãos de Teófilo Otoni (suplente)

Segmento Música

Associação Mucury Cultural (titular)

Associação Filarmônica Banda Francisco de Paula (suplente)

Segmento Literatura e Produção Cultural

Academia de Letras de Teófilo Otoni (titular)

Associação Ninho Verde (suplente)

Segmento Artes Cênicas e Audiovisual

Instituto Cultural In-Cena (titular)

Associação Sociocultural Teófilo Otoni (suplente)

Segmento Patrimônio

Associação Cultural dos Descendentes Alemães em Teófilo Otoni (titular)

Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri (suplente)

O CMPCTO é um “órgão de caráter normativo, consultivo, deliberativo e fiscalizador, no âmbito de sua competência, que intermédia relação entre a administração municipal e a sociedade civil”, e compõe o Sistema Municipal de Cultura de Teófilo Otoni.

As atribuições e competências são:

I - contribuir com o processo de organização e consolidação das políticas culturais, assumindo corresponsabilidade em relação às seguintes ações:

a) aprovar o Plano Municipal de Cultura, de acordo com proposta apresentada pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura/Divisão ou equivalente de Cultura, observando as recomendações dos Fóruns Setoriais e da Conferência Municipal de Cultura;

b) aprovar os projetos culturais para obter apoio vinculado ao orçamento da Secretaria Municipal de Educação e Cultura/Divisão de Cultura ou equivalente, denominado de “Projetos Especiais”;

c) fiscalizar o Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais de Teófilo Otoni – SIMICTO;

d) escolher representantes para compor a Comissão de Avaliação e Seleção de projetos culturais apresentados para obter apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura/Divisão de Cultura ou equivalente na rubrica orçamentária específica de “Projetos Especiais”.

II - fiscalizar a execução financeira dos projetos culturais apoiados pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura/Divisão de Cultura ou equivalente;

III - acompanhar a execução dos projetos culturais da administração municipal e de projetos da sociedade civil apoiados pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura/Divisão de Cultura ou equivalente;

IV - acompanhar o processo de planejamento, execução e avaliação das ações e metas estabelecidas no Plano Municipal de Cultura;

V - aprovar o Regimento Interno do Conselho;

VI - representar a sociedade civil de Teófilo Otoni, junto ao Poder Público Municipal, preservando as competências da Secretaria Municipal de Educação e Cultura/Divisão de Cultura ou equivalente nos assuntos que digam respeito à gestão pública de cultura;

VII - estabelecer diretrizes e propor normas para as políticas culturais do município, no âmbito da sua competência;

VIII - apresentar, discutir e dar parecer sobre projetos que digam respeito à produção, ao acesso aos bens culturais e à difusão das manifestações culturais do Município de Teófilo Otoni;

IX - estimular a democratização e a descentralização das atividades de produção, formação e difusão cultural no Município, visando garantir a cidadania cultural como direito de acesso aos bens culturais, de produção cultural e de preservação da memória histórica, social, política e artística;

X - aprovar as condições que garantam a continuidade dos projetos culturais de reconhecimento prévio em benefício à sociedade civil e em fortalecimento às identidades locais;

XI - responder as consultas sobre proposições relacionadas às políticas públicas de cultura no Município, dentro de sua esfera de competência;

XII - fiscalizar as ações relativas ao cumprimento das políticas públicas de cultura, previstas no Plano Municipal de Cultura e na forma de seu Regimento Interno.

XIII - promover e organizar as Conferências Municipais de Cultura e Fóruns Setoriais de acordo com as áreas cadastradas no Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais de Teófilo Otoni – SIMICTO;

XIV - debater as propostas de reformulação dos marcos legais da gestão cultural, para submeter posteriormente aos órgãos competentes;

XV - incentivar, apoiar e acompanhar a criação e o funcionamento de espaços culturais, de iniciativa de associações de moradores ou de outros grupos organizados, estimulando a busca de parcerias com o poder público e a iniciativa privada.

A eleição e a trabalho do CMPCTO marcam um importante passo para o setor cultural local e regional, sendo um momento histórico para os movimentos e demandas culturais, e reitera a esperança, a necessidade e a disposição do setor em contribuir para o desenvolvimento cultural, social, humano e econômico, além de ser condição à ampliação e consolidação da cidadania cultural.

É um grande orgulho para a Associação Mucury Cultural fazer parte deste conselho e deste momento de construção fundamental à Cultura do Vale do Mucuri.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Turnê Mangalô Profundas Gerais

Enviado por Daniel Froes

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A BANDA MANGALÔ cai na estrada esta semana para sua primeira turnê pelo interior de Minas Gerais, através de projeto aprovado em edital do Programa Música Minas.

Entre os dias 5 e 7 de dezembro, os músicos farão shows nas cidades de Carlos Chagas, Serro e no distrito de Milho Verde, apresentando parte da riqueza musical do Vale do Mucuri, em composições como “Tradição” (André Ribeiro), “Clarão da Flor” (Wilton Rodrigues) e “Malba” (Gustavo Tomich e Carlos Roberto Ferreira).

A Turnê Mangalô Profundas Gerais é a oportunidade perfeita para a banda redescobrir a potência cultural do Estado e levar a música do interior para o interior, intensificando as trocas culturais e a renovação de repertórios. E, claro, para também provar da culinária e hospitalidade típicas do povo mineiro!

» Carlos Chagas - 5/12 | BUTECART

» Serro - 6/12 | Armazém do Rosário de Serro

» Milho Verde (distrito de Serro) - 7/12 | Armazém Bar e Espaço Cultural

Contatos para shows: (31) 8812 3936 / 9245 7559

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Revista Mucury 11 no ar

Por Bruno Bento.

Este 2014 foi brabo. Mas apesar das rosnadas e mordidas, salvamo-nos todos, ainda mais fortes e determinados a seguir aboiando sonhos e esperanças nestes grotões coloridos e profundos.

A Revista Mucury é uma destas resistências aboiadas, é fruto de muito amor e dedicação de uma equipe incrível, particularmente as meninas do Estúdio COMBO, Adélia Braga e Viviane Silva, da nossa editora Clarice Palles e de toda a equipe da Associação Mucury Cultural. E claro, de nossos lindos, maravilhosos e talentosíssimos colaboradores, que são poetas, gestores culturais, jornalistas, fotógrafos, artistas visuais, professores, cientistas políticos, sociólogos e por aí vai.

Já é a 11 e agora vocês vão saber a história da Feirinha do Veneta! Ou pelo menos as imagens da minha primeira aula de diversidade.

Finalmente podemos mostrar como esta revista é sortida. É que nem a Feirinha do Veneta, retratada pelo fotógrafo Leonardo Cambuí, que trocou tanto as unhas dos dedos no futebol de rua de “pé-de-moleque” da Teófilo Rocha. Tem ela e muita poesia, artes visuais, ciência política e gestão cultural, nesse “secos e molhados”, sortida e diversa Revista Mucuri 11.

Chega de falatório por cá, aproveitei essa belezura!
É só clicar na imagem e folhear.

E que Krenhouh Jissa Kiju continue nos dando brabeza e coragem!

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Convocada a III Conferência Municipal de Cultura de Teófilo Otoni para a eleição do Conselho Municipal de Política Cultural

A Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni convoca a III Conferência Municipal de Cultura de Teófilo Otoni, que se realizará no dia 13 de dezembro de 2014, por meio do Decreto 7332, de 24 de outubro de 2014, tendo como finalidade a eleição do Conselho Municipal de Política Cultural, criado pela Lei nº 6510, de 11 de Dezembro de 2012.

A conferência tem por objetivos:

I. Definir o número de entidades para compor o Conselho Municipal de Políticas Culturais de Teófilo Otoni – CMPCTO, no biênio 2014-2016, garantindo a representatividade setorial presente no Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais de Teófilo Otoni – SIMICTO, conforme o Art.10 da Lei nº 6510;

II. Eleger as entidades para compor o Conselho Municipal de Políticas Culturais de Teófilo Otoni, de acordo com o Art. 19 da Lei nº 6510;

Este será um grande momento para o setor cultural do município, uma vez que operacionalizará uma instância de participação popular e direta na formulação da política cultural do município, conforme estabelecido em lei e de acordo com o Sistema Nacional de Cultura, qual o município aderiu em 2005.

No ano de 2012, após uma série de encontros e reuniões, foi aprovada a Lei nº 6510, que criou o Sistema Municipal de Cultura de Teófilo Otoni – SMCTO, o Fundo Municipal de Incentivo Cultural de Teófilo Otoni – FUMICTO, o Conselho Municipal de Políticas Culturais de Teófilo Otoni – CMPCTO, o Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais de Teófilo Otoni – SMIICTO e o Plano Municipal de Política Cultural - PMC, estabelece Diretrizes para Políticas Públicas de Cultura.

Entretanto, para que o SMCTO seja devidamente implantado e entre em funcionamento, há de se constituir o CMPCTO, órgão “órgão de caráter normativo, consultivo, deliberativo e fiscalizador, no âmbito de sua competência, que intermédia relação entre a administração municipal e a sociedade civil”. Ele é fundamental e imprescindível ao funcionamento do Fundo Municipal de Cultura e apoio à elaboração do Plano Municipal de Cultura.

É o conselho o lugar da participação social, na formulação, implementação e fiscalização da política pública de cultura no âmbito municipal, por meio de entidades devidamente registradas no Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais de Teófilo Otoni – SMIICTO, conforme estabelecido em lei.

A participação na III Conferência Municipal de Cultura de Teófilo Otoni é aberta à toda sociedade, independente da atuação no setor cultural ou vinculação a entidades, entretanto, segue regras estabelecidas na lei (6510) e no decreto (7332) citados acima e em seu Regulamento divulgado em breve.

É importante salientar que conforme determina a lei, aqueles que pretendem exercer o poder de voto e se candidatarem deverão inscrever-se com no mínimo 45 dias antes da conferência.

A III Conferência Municipal de Cultura de Teófilo Otoni será realizada no dia 13 de dezembro, às 10h, na Casa da Cultura, situada na Rua Jair Werneck, n° 330 - Bairro Cidade Alta (Alto da COPASA) - Teófilo Otoni(MG).

Acesso os documentos:

Decreto nº 7332, de 24 de outubro de 2014 (que convoca a III Conferência Municipal de Cultura de Teófilo Otoni);

Lei nº 6510, de 11 de dezembro de 2012 (que cria o Sistema Municipal de Cultura de Teófilo Otoni);

Regulamento da III Conferência Municipal de Cultura de Teófilo Otoni (Em breve).

Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais (documentos para o cadastro de artistas, agentes, entidades, empresas, pesquisadores, cidadãos, etc.)

Formulário Área Temática Arte e Cultura

Formulário Área Temática Patrimônio

Anexo Único

Saiba mais:

Conselho Municipal de Política Cultural de Teófilo Otoni

Sistema Municipal de Cultura de Teófilo Otoni

SERVIÇO

Evento: III Conferência Municipal de Cultura de Teófilo Otoni

Data: 13 de dezembro de 2014

Hora: 10h

Local: Casa de Cultura

Endereço: Rua Jair Werneck, n° 330 - Bairro Cidade Alta (Alto da COPASA) - Teófilo Otoni(MG)

Informações: (33) 3529-3061 | cultura@teofilootoni.mg.gov.br

PS.: Sugere-se que por conta do prazo para inscrição no SMIICTO, os interessados preencham os formulários acima e o enviem por e-mail Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico pelo endereço cultura@teofilootoni.mg.gov.br, até a próxima segunda-feira. E providenciem a documentação necessária para comprovação até a próxima semana.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Resultado do processo eleitoral do CONSEC

Nesta segunda-feira, 12/08, foi publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais o resultado das eleições para as cadeiras designadas para a Sociedade Civil do Conselho Estadual de Políticas Culturais-CONSEC (clique aqui para acessar).

Para quem não conhece o CONSEC:

Criado pela Lei Delegada nº 180, de 20 de janeiro de 2011, o Conselho Estadual de Política Cultural (CONSEC) é um órgão colegiado, paritário, de caráter consultivo, propositivo, deliberativo e de assessoramento superior da Secretaria de Estado de Cultura (SEC). Formado por 11 representantes do Poder Público e 11 representantes da sociedade civil organizada, o Consec servirá como uma instância da sociedade civil junto à Secretaria. Sua missão será acompanhar a elaboração e implantação das políticas públicas do Estado para a Cultura.

É um instrumento importantíssimo para a participação e garantia da Sociedade Civil na formulação das políticas públicas de cultura. Foi finalmente criado depois de muita luta, uma grande conquista para o setor. Entretanto, e talvez pelo fato de ser muito novo, ainda precisa ampliar sua representatividade e construir o empoderamento do setor cultural. Estes são alguns dos desafios para o CONSEC e sua nova gestão.

O Conselho é formado por representantes por segmentos: Arte Popular, Folclore e Artesanato; Audiovisual e Novas Mídias; Dança e Circo; Literatura, Livro e Leitura; Museus e Artes Visuais; Música; Produção Cultural e Teatro.

Eis os novos membros do CONSEC para o biênio 2014-2016:

ARTE POPULAR, FOLCLORE E ARTESANATO

Márcia Betânia Oliveira Horta (Diamantina)

Bruno Dias Bento (Teófilo Otoni)

AUDIOVISUAL E NOVAS MIDIAS

Sílvia Batista Godinho (BH)

Carlos Maurílio Ribas de Souza (BH)

DANÇA E CIRCO

Sula Mavrudis (BH) - reconduzida pelo plenário do CONSEC

Alexandre José Molina (Uberlândia)

ENTIDADES DE TRABALHADORES E EMPRESARIAIS

SATED - Magdalena Rodrigues (BH) - reconduzida pelo plenário do CONSEC


LITERATURA, LIVRO E LEITURA

Anibal Henrique de Oliveira Macedo (BH) - reconduzido pelo plenário do CONSEC

José de Alencar Mayrink (BH)

MUSEU E ARTES VISUAIS

Richardson Santos (BH)

MÚSICA

Frederico Furtado (Barbacena)

Tarcísio Manuvéio (Uberlândia)

PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO

Maria Andrada (Formiga) - reconduzida pelo plenário do CONSEC

PRODUÇÃO CULTURAL

Paulo Morais (Três Corações)

Henrique Alberto Correa Torres (BH)

TEATRO
Rubem Silveira Dos Reis (Uberlândia) - reconduzido pelo plenário do CONSEC
Antônio Carlos Ferreira (BH)

Saiba mais sobre o CONSEC.

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Apresentação do Mapa da Cultura do Vale do Mucuri em Frei Gaspar

IMG_20140804_104922189No dia 04/08 o Mapa da Cultura do Vale do Mucuri foi apresentado no município de Frei Gaspar, num encontro entre agentes culturais locais, Prefeitura Municipal de Frei Gaspar, Polo de Inovação de Teófilo Otoni e Associação Mucury Cultural.

O encontro organizado por Sema Metzker, Coordenadora de Projetos do Polo de Inovação de Teófilo Otoni e Elmiro Esperendeus de Matos, Assessor da Prefeitura Municipal, teve por tema o “Mapeamento da Economia Criativa de Frei Gaspar”, trabalho que vem sendo realizado no município pelo Polo. Na oportunidade, foi apresentada a Associação Mucury Cultural e seu representante, Bruno Bento que discorreu sobre o projeto do Mapa da Cultura, que tem por objetivo:

Mapear, georreferenciar e divulgar a dinâmica cultural do Vale do Mucuri, a partir da identificação de atividades e equipamentos culturais em plataforma amigável baseada em software livre e autoalimentada por grupos, entidades, agentes, artistas, produtores e gestores culturais;

Bento também expôs a importância das parcerias para o desenvolvimento do Mapa, salientando a construção de uma rede, entre as quais o Polo de Inovação e a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM fazem parte, e agora a Prefeitura Municipal de Frei Gaspar.

Para o trabalho local, a Prefeitura disponibilizará estrutura e recursos humanos capacitados em georreferenciamento que darão suporte à equipe do Polo de Inovação e agentes culturais locais.

Haverá nesta segunda-feira, 11/08, um segundo encontro com agentes locais para uma oficina de utilização do Mapa e para inserção de dados no OpenStreetMap, mapa de plataforma livre no qual o Mapa da Cultura baseia-se.

Para saber mais e acessar o tutorial do Mapa da Cultura do Vale do Mucuri, clique aqui.

Para acessar o Mapa da Cultura do Vale do Mucuri, clique aqui.

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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Alguns apontamentos sobre a LEIC 2014

Por bruno bento

Há dias ensaio algo sobre os resultados da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais – LEIC 2014. É difícil saber de onde começar. A principal questão é o anúncio feito em junho deste que havia sido atingido o teto da captação da LEIC em tom de júbilo da Secretaria do Estado de Cultura – SEC.

Mas comemorar o quê?

Segundo Anibal Macedo (vice presidente do CONSEC) a comemoração deve-se ao fato de o teto ter sido alcançado de maneira contundente. “Sem entrar no mérito da forma e do conteúdo, este é o momento para pleitearmos a ampliação do teto de renúncia. E há espaço para esse pleito.”

Há muito que se falar, mesmo que somente a partir de uma análise ainda superficial dos documentos disponibilizados pela SEC (confira aqui) no último dia 25 de julho de 2014. Faz bem lembrar que isso é parte das exigências da Carta Aberta enviada à SEC no dia 10 de julho e da chamada Carta de Minas no dia 18 do mesmo mês (confira aqui e aqui). Ah, e a resposta da Secretária Eliane Parreiras à Carta Aberta pode ser acessada aqui.

Os documentos disponibilizados pela SEC são planilhas com relações de empresas patrocinadoras e projetos incentivados com detalhamento dos incentivadores e dos projetos. Alguns resultados:

· 47% dos projetos captados são de Belo Horizonte. Estes projetos correspondem a 49% dos recursos aprovados e 55% dos recursos captados. Ou seja, mesmo que a maioria dos projetos seja do interior, a maior parte dos recursos fica especificamente na capital;

· Foram 12 projetos destinados a eventos ligados ao Carnaval. 8 são de Belo Horizonte, correspondendo a 75% do valor captado, e deste valor captado, 76% foram patrocínio da AMBEV. Não quero dizer que o carnaval de BH seja da AMBEV, mas que há preferências bastante específicas com relação à escolha de que projetos serão patrocinados, o mercado fica completamente à vontade sem nenhum direcionamento governamental, lembrando que recurso proveniente de renúncia fiscal é recurso público;

· Tivemos pelo menos 4 projetos de “Música Sertaneja” e afins tais como Relber e Allan (captado R$ 532.068,38), Isabella Rezende (R$ 278.540,00), Jads e Jadson (R$ 95.000,00), outro do empreendedor Lucs Promoções LTDA (R$ 541.500,00). Não discuto aqui o mérito, mas que este estilo musical faz parte do mainstream, ele precisa ser incentivado? Mesmo com toda a indústria fonográfica e todo o trabalho de marketing junto às empresas de mídia? Será que o sertanejo universitário e afins precisam de recurso público? Não vendem discos ou não têm bilheteria ou apelo comercial para patrocínio direto? Estas são algumas questões que deve-se refletir aqui e na Lei Rouanet;

· Nada contra a Fernanda Takai com 2 projetos, um de 2012 (R$ 267.900,00) e outro de 2013 (R$ 475.000,00), porém disputar com ela é covardia. A ideia do mainstream, vale também, em menor medida, claro. Contudo uma grande artista dessas precisa de recurso público? Ou pelo menos disputar em pé de igualdade com alguém da macrorregião Jequitinhonha/Mucuri? Mais questões;

· E por falar em covardia, um projeto para circulação de Arnaldo Antunes pela bagatela de R$ 655.500,00. Não preciso comentar, vale o que disse sobre a Takai.

Bem, a Associação Mucury Cultural, da qual faço parte, teve um projeto aprovado na LEIC, no valor de R$ 565.000,00, que foi contemplado com R$ 100.000,00 no Edital do Programa Petrobras Cultural, aquele de 10 milhões exclusivo para pessoas jurídicas. Ainda não se sabe exatamente como resolverão, já que não há mais recursos para este ano, todavia, o mais provável é que recomece a bola de neve de adiantarem a grana do ano que vem. O que aconteceu em boa medida este ano segundo a própria SEC.

Para fechar os dados, eis um extrato das 10 mais, das 10 empresas que mais investiram na LEIC 2014:

10 maiores financiadores LEIC 2014

Nome da Empresa

Valor Incentivado

%

Gerdau Açominas S/A

8.435.316,05

10,6%

TIM Celular S/A

7.946.232,23

10,0%

Telemar Norte Leste S/A

4.809.995,35

6,1%

Petróleo Brasileiro S/A - PETROBRAS

4.319.612,50

5,5%

Ambev S/A *

3.095.236,39

3,9%

Energisa Minas Gerais - Distribuidora de Energia S/A

3.014.350,00

3,8%

Claro S/A

2.804.685,95

3,5%

Ambev S/A*

2.749.040,65

3,5%

Total

47%

Tabela elaborada a partir de dados da SEC.

* São CNPJs diferentes, portanto, empresas diferentes, pertencem ao mesmo grupo.

Há alguma necessidade de comentários sobre os dados? Acredito que sim, e muito. No entanto, há uma mensagem bastante clara, de que a LEIC não serve sozinha sustentar o setor cultural mineiro, nem foi para isso criada e nem deve ser para isso usada. Não repetirei os argumentos das cartas que citei no início do texto, acho bom lê-las com cuidado, inclusive a própria resposta da Secretária Eliane Parreiras, só que está à nossa cara a necessidade de realmente discutirmos o sistema de financiamento cultural de nosso estado.

Teoricamente o FEC e os editais setoriais complementariam. Só um dado a mais, até agora, oficialmente o Fundo Estadual de Cultura – FEC, tem pouco mais de 1 milhão destinados segundo a LOA 2014. Quando de sua criação, contou com 10 milhões de nos outros anos com 6,5 milhões. Novamente segundo Macedo, o FEC este ano terá 6 milhões de reais no edital 2014, e defende ainda que deve ser ampliado em mais 8 milhões. O FEC serviria para patrocinar projetos com pouco apelo comercial – o faz, menos do que deveria –, portanto para a LEIC.

Para finalizar este relato ainda bastante cru, farei umas citações.

Algumas conclusões do artigo da jornalista e professora Valéria Said:

É preciso que o governo mineiro promova mais debates sobre o tema com a sociedade, os artistas, os empreendedores e os gestores culturais, tendo como principal pauta discutir outros dispositivos a serem criados ou reformulados com a finalidade de ampliar os recursos e o acesso democrático à cultura, a partir de uma diretriz de descentralização. Uma sugestão seria utilizar o dispositivo previsto na Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 2010 e buscar assegurar para o FNC o mínimo de 10,0% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal (meta 50 do Plano Nacional de Cultura), destinando-os integralmente para repasses aos Estados e Municípios Enfim, o desenvolvimento cultural em Minas Gerais está em pauta. Mas é preciso uma mobilização de toda a sociedade para que o governo assuma seu papel de protagonista (e não somente de incentivador) na concretização de políticas públicas para o setor. A começar por uma discussão pública e ampla sobre os impactos das mudanças nas contrapartidas da LEIC, a fim de que o cenário cultural mineiro seja melhor e diferente do que é (TÓTARO, 2014: 16-17).

As questões da Carta Aberta

1. Quais projetos captaram os R$ 79 milhões de renúncia fiscal, que valores cada um recebeu e quais são as empresas patrocinadoras, em cada caso?

2. Qual parcela da renúncia fiscal de 2014 foi consumida pelos projetos de 2013?

3. Qual parcela da renúncia fiscal de 2014 foi direcionada para projetos que tenham originalmente ou eventualmente ligações como carnaval e a Copa do Mundo?

4. Qual parcela da renúncia fiscal de 2014 contemplou equipamentos culturais do próprio Estado de Minas Gerais ou de instituições a ele ligadas direta ou indiretamente? (CARTA ABERTA POR ESCLARECIMENTOS SOBRE A LEIC)

As reivindicações da Carta de Minas:

SENDO ASSIM, ACREDITAMOS E DEFENDEMOS:

1. A IMEDIATA revisão da Lei Estadual de Incentivo à Cultura antes que a mesma entre em colapso. A revisão EXIGE discussões, debates e estudos técnicos, sem decisões acaloradas e partidarizadas;

2. A REVISÃO COM AMPLIAÇÃO de recursos do Fundo Estadual de Cultura. Entendemos que, de maneira escalonada, o valor deve ser equivalente ao valor destinado para a Lei Estadual de Incentivo à Cultura acrescido de 1/4 do montante. Nesse processo faz-se necessário a ampliação do debate sobre as fontes de financiamento do FEC, e que o orçamento do Estado preveja o aporte dos recursos referentes à complementação necessária;

3. A AMPLIAÇÃO das políticas públicas voltadas para a REGIONALIZAÇÃO e DESCENTRALIZAÇÃO. Solicitamos a imediata ampliação e melhoria da estrutura da Diretoria de Interiorização da Secretária de Estado de Cultura com manutenção de escritórios em todas as regionais do Estado para atendimento ao cidadão;

4. REITERAMOS A NECESSIDADE DE DISCUSSÃO DA LEI QUE CRIOU O CONSEC e a imediata convocação das eleições para a CÂMARA REGIONAL CONSULTIVA, que deverá representar os interesses dos municípios mineiros junto ao CONSEC, com o objetivo de assessorá-lo nos assuntos que forem pertinentes à cultura do Estado (A CARTA DE MINAS E O PLANO ESTADUAL DE CULTURA DE MINAS GERAIS).

Algumas palavras da Secretária Eliane Parreiras em resposta à Carta Aberta:

Também é necessário esclarecer que, ao contrário das reflexões apresentadas na Carta, a possibilidade de captação de um projeto até o último dia útil do ano, com dedução fiscal no ano seguinte, é um direito previsto na Lei 17.615/2008, Art. 4 º. Assim, para se mudar este paradigma e estabelecer um limite nesta forma de captação, deve-se alterar essa lei. Essa questão também tem sido objeto de estudo da SEC e SEF.

Diante do novo cenário que resulta do processo dinâmico da cultura em nosso estado, reitero o empenho da Secretaria de Estado de Cultura na consideração das ponderações apresentadas na Carta Aberta. Não posso me omitir, porém, sobre a tentativa do documento de desqualificar o mérito, a competência e a pertinência dos projetos em andamento. Para a SEC, é absolutamente equivocada a acusação feita na carta de que “boa parte da renúncia fiscal venha sendo utilizada para financiamento de projetos que pouco acrescentam à cultura de Minas”.

Por fim, acrescento que todo o Sistema Estadual de Cultura, no limite de suas possibilidades, atua em favor da convergência de esforços, pelo reconhecimento de que constituímos uma cultura plural, diversa e heterogênea, que precisa ser respeitada por todos os elos de uma cadeia produtiva valorosa, crítica, reflexiva e propositiva. Atuar em outra direção, seria não menos que um retrocesso.

Nesse sentido, também reafirma a postura do Sistema Estadual de Cultura de executar suas atribuições e competências como parceira, aberta ao diálogo e a serviço de um modelo de gestão responsável e colaborativo (PARREIRAS, 2014).

O governo e o setor cultural têm de se desarmar de todas as questões de ordens pessoas e político-partidárias para que possamos todos construir uma boa política pública de cultura para Minas Gerais. Tomara que a eleição do Conselho Estadual de Políticas Culturais – CONSEC, que está andamento, possa contribuir para essa mudança, assim como o Plano Estadual de Cultura que está em construção, pois a situação é sempre delicada.

Referências:

A CARTA DE MINAS E O PLANO ESTADUAL DE CULTURA DE MINAS GERAIS. 2014. Disponível em <http://www.mucurycultural.org/2014/07/a-carta-de-minas-e-o-plano-estadual-de.html>. Acesso em 04 ago. 2014.

CARTA ABERTA POR ESCLARECIMENTOS SOBRE A LEIC. 2014. Disponível em <http://www.mucurycultural.org/2014/07/carta-aberta-por-esclarecimentos-sobre.html >. Acesso em 04 ago. 2014.

PARREIRAS, Eliane. RESPOSTA DA SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA DE MINAS GERAIS À CARTA ABERTA SOBRE A LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA ENVIADA POR ARTISTAS E INSTITUIÇÕES CULTURAIS. 2014. Disponível em <http://www.mucurycultural.org/2014/07/resposta-da-secretaria-de-estado-de.html>. Acesso em 04 ago. 2014.

TÓTARO, Valéria Said. LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA: os benefícios e as distorções das novas contrapartidas para uma política pública cultural em Minas Gerais. 2014. Disponível em <http://www.sjpmg.org.br/attachments/article/2065/ArtigoIneditoLEICjul.pdf>. Acesso em 04 ago. 2014.


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