quarta-feira, 11 de maio de 2011

alguns parcos desversos

tesourasem desilusões

as tirei de mim, como a cera-de-ouvido

sem ilusões

o cru da vida dá graça e beleza

nas poucas minhas revoltas ao sol

vi tantas órbitas e rotações

muitas desnecessárias

não as farei eu!

há cera quase todo dia

hastes de algodão, flexíveis e antigermes resolvem-me

levam mais,

levam também a coceira e a água depois do banho

este é o preço por limpar as orelhas diariamente

bruno bento.

4 comentários:

  1. Quarta - feira. A cera vai, a coceira vai, a água vai e a poesia fica. =)

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  2. é, ela fica. mesmo.

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  3. Ah, parabéns pelo blog! Conheci ele essa semana através de um outro (Estação Doce Maria) ainda não terminei de ler todos os post's rs, mas é muito bacana mesmo, parabéns mais uma vez!



    Lorenna.

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  4. Lorena, nós é que agradecemos sua simpatia, gentileza e carinho.
    Fique à vontade. A casa, a rádio, o blog, a revista e o resto é seu também!
    Se quiser, contribua!

    Grande abraço.

    bruno bento.

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